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Capixaba? Eu sou, e você?
- by Amanda
Durante um mês fiz duas viagens que me deixaram pensando sobre a minha “identidade cultural”, se é que este é o termo mais apropriado. No começo do mês, meu retorno de João Pessoa, Paraíba, deixou claro que existe sim quem respire cultura local. Um banho de Maracatu, Coco de Roda e Cavalo Marinho deixou a mim, e a todos os alunos de comunicação que foram ao ENECOM 2010, de boca aberta e pensando: Se esse povo daqui fosse bater lá no Espírito Santo, o que mostraríamos para eles durante 7 dias?
Pule a resposta. Voltei de São Paulo ontem. Outra porrada. Tudo o que chega ao nosso país, referente à cultura, chega por lá. E os paulistas são loucos demais, o que, particularmente, me fascina muito. Em meio a rastafáris, olhinhos puxados, franjas, tênis, saltos, carecas e tudo mais, me deparei com outra fonte inesgotável de estilos e tendências.
A volta. Capixaba? Quem é você? Um dos grandes lances da Paraíba foi a discussão entre várias pessoas de estados diferentes que se sentiam como eu. O que eu mostraria do Espírito Santo em 7 dias? Congo?Panelas de Barro? Eu não sei dançar congo, vim do interior, da primeira cidade fundada por imigrantes italianos do Brasil. Para. Não sei dançar a Tarantela.
E você cara-pálida? É a mistura de quais povos? Nordestinos são índios, holandeses, europeus e africanos. A grande diferença é que PRODUZEM cultura até a tampa.
Essa foi uma resposta a vários dos meus pensamentos. Por que eu não sei o que mostrar? Porque eu não produzo e nem sei quem produz? Abramos os olhos. Somos ricos de cultura no ES, seja pomerana, italiana, negra, indígena ou sabe-se lá quantas coisas boas devem estar escondidas ou “não achadas” por aí. Vamos prestar mais atenção aos detalhes. Consumir não só o que vêm de fora, mas o que há aqui também. Produzir. Se você sabe quem é, pode mostrar e ensinar.
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A Construção de uma Identidade
- by Lia Carreira
Entrando na onda dos meus novos colegas de post, ao iniciarmos esta série de contribuições ao blog da Ecos Jr., creio que uma apresentação seja necessária. Infelizmente, eu mesma não me entendo.
No entanto, consigo afirmar com toda certeza: não sou jornalista, escritora ou blogueira profissional. Não tenho nenhuma experiência em escrever. Mas antes de pedir sua paciência e determinação em terminar esta leitura, digo que é graças ao acesso dos letrados ineptos como eu aos blogs que não é preciso ser jornalista, escritora ou blogueira profissional para escrever e publicar. Também não é mais preciso ser um especialista em um determinado assunto e, inclusive, para que determinar o assunto? Pois, afinal, a Internet é um grande hipertexto, interconectando informações e indivíduos de todos os tipos. Read this article »
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