Flash Mob e Brasil

 - by Veronica Tostes

Todos já devem ter visto ou participado alguma vez na vida de um flash mob. Seja no programa da Didi Wagner, da Subway Part, o da Oprah Winfrey na TV, o World Pillow Fight Day, ou o maior flash mob do Brasil feito pela Vivo.

Mas o que é, afinal, um flash mob? São aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social. Geralmente possuem um objetivo de mobilização voltado para alguma causa social, política, ou simplesmente por diversão.

No entanto, também é possível usar o flash mob como uma ação de marketing. Uma prova disso é justamente o caso do maior flash mob da história, que reuniu cerca de 21 mil pessoas. Ele foi realizado no dia 10 de setembro de 2009 em comemoração a 24ª temporada do programa de Oprah Winfrey na TV, com a participação do grupo Black Eyed Peas. A apresentação foi tão bem recebida nos EUA, que após a exibição do programa, a música I Gotta Feeling saiu do 4º lugar no iTunes e voltou ao topo da parada da loja virtual, garantindo pelo menos mais uma semana no topo da Billboard Hot 100, onde a música já se encontrava há 11 semanas.

Mas, já que hoje o Brasil faz sua estreia na copa, nada melhor que falar do maior flash mob do nosso país. A Vivo reuniu mais de 40 mil pessoas no Maracanã. A ação fez parte da plataforma ‘Eu Vivo a Seleção’. Através das redes sociais e do site da Vivo, a empresa convidou os torcedores da seleção brasileira a comparecerem no estádio do Maracanã com seus celulares.

Acho que qualquer um, ao assistir ao vídeo, se arrepia e tem vontade de pular e se descabelar pelo Brasil – apesar do time ‘frágil’ do Dunga não ter sido o dos sonhos. E não acredito que só por isso deixemos de acreditar e torcer pelo nosso país. Mas, devido a isso, muitas pessoas acabam escolhendo outra seleção qualquer que jogue bem ou se identifique. Ou ache um jogador bonitinho, ou só porque Grafite está lá, mas Ronaldinho Gaúcho e Neymar não.

Mas lembrem-se. Vão torcer com quem, vão vibrar com quem a cada tinta tirada da trave, a cada gol, a cada pedalada do Robinho? Não adianta jogar bonito e não ganhar – como também não adianta, para nós, ganhar e jogar que nem a seleção de Samoa Americana ou o Íbis Sport Club. Nossa camisa tem peso. Reclamaríamos de qualquer jeito. Vamos ser brasileiros, nem que seja durante a Copa.

Jogue supimpa, Brasil! A Ecos está torcendo.

@vevetostes

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