Recepção de calouros e trote
- by Ecos Jr
Sei que esse é um assunto polêmico, mas acho super válido colocar ele aqui para discussão e reflexão.
Ano novo, galera tensa pra saber se passou ou não no vestibular das universidades federais e, os “pós-calouros”, como são chamados os alunos que passam para o segundo período, já preparam a recepção, boas-vindas, e o trote dos futuros calouros.
Quando o aluno é aprovado é aquela felicidade. A família inteira faz uma festa e a ansiedade só aumenta quando vai chegando o primeiro dia de aula.
De acordo com as últimas manchetes a respeito da recepção de calouros nas universidades federais pelo Brasil afora, o trote tem sido violento e inconsequente. A brincadeira que serviria para integrar calouros e veteranos, deixar o clima mais descontraído, dar ao recém chegado as boas-vindas e apresentar-lhe o novo mundo da faculdade vem se tornando um pesadelo para pais e amigos dos recém-aprovados.
Refiro-me aqui às universidades federais porque é onde, geralmente, acontecem os trotes, mas as particulares não estão imunes de veteranos transtornados.
Não sou contra trote, muito pelo contrário, sou a favor das brincadeiras, gincanas, integração e trote solidário. Sou contra a violência e falta de noção. Colocar um colega de curso para beber álcool combustível?
Fica aqui o meu apelo aos alunos não só do meu curso, de Comunicação Social da Ufes, como a todos os veteranos e recém aprovados. Veteranos, façam brincadeiras, integrem os calouros, mas sem humilhação, vocês não são melhores do que eles em nada, os recebam bem. Calouros, respeitem seus veteranos, por serem seus veteranos. Não aceitem humilhação, você só vai ser humilhado se permitir. Entenda as brincadeiras e não as leve a mal. Caso se sentir ofendido, fale numa boa, sempre tem alguém que vai te ouvir. E se houver brincadeiras de mal gosto, denuncie.
Já fui caloura, e agora sou veterana, não aceitei humilhação e não humilhei ninguém. É uma via de mão dupla, conversa nunca matou ninguém.
