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  • Eis a questão: os jornais impressos vão morrer?

    Postado em fevereiro 5th, 2010 Ecos Jr Sem comentários

    Sempre que um novo meio de comunicação aparece, automaticamente decreta-se o fim de um tipo de mídia anterior. Cronologicamente falando, foi assim quando surgiu a primeira ameaça, o rádio, logo depois a televisão, e por fim, a internet. E o questionamento que sempre acompanhou essas novas formas de fazer jornalismo foi: os jornais impressos sobreviverão em meio a essas novas mídias?

    Há quem acredite que essas três formas de “mídias instantâneas” levam grande vantagem perante a mídia impressa, estática e imutável após sua finalização. Há também aqueles que acham que a questão é somente de uma diferença de leitores: o leitor de internet é muito mais seletivo e direto do que o leitor dos jornais impressos.  Porém, manuseando fatos, não se pode mais negar que os jornais impressos estão, sim, ameaçados.

    De acordo com dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC), caiu 6,9% a circulação somada dos 20 maiores jornais diários brasileiros em 2009 e apenas seis conseguiram melhorar seus desempenhos. Onze títulos viram seus números encolherem durante 2009, entre eles os maiores nomes do país, como O Dia (-31,7%), O Estado de S. Paulo (-13,5%), O Globo (-8,6%) e Folha de S. Paulo (-5%), que, figura na liderança com média diária de 295 mil exemplares.

    O pouco que se tem a fazer para evitar maiores quedas é dividir públicos e direcionar informações. Os jornais não serão mais como conhecemos. Enquanto lemos na internet o que está acontecendo agora, nos jornais iremos ter um maior aprofundamento daquele conteúdo. Até porque na internet não há como disponibilizar textos com mais de 20 mil caracteres para que sejam lidos em um monitor. Logo, uma das melhores plataformas para isso são os jornais de papel e revistas. Mesmo tendo perspectivas ambientais bastante animadoras com os aparelhos como o Kindle, não há como prever uma proliferação de dispositivos desse tipo para todos os leitores – pelo menos não no Brasil.

    Portanto, o que funcionaria neste caso seria manter uma redação inteira voltada para a internet e as notícias imediatas e outra voltada às grandes reportagens. Assim, o leitor do jornal impresso não sai prejudicado em termos de completude da informação e quem já soube do primeiro fato pela internet pode aprofundar seus conhecimentos.

    @nataliadevens

    Ecos Jr

    Este é o pefill é utilizado pelos autores que trabalham na Ecos Jr. Cada dia é postado um post criado por cada núcleo da empresa.

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