Publicidade direcionada às crianças é tema de seminário em Vitória

 - by Ecos Jr

Nos dias 21, 22 e 23 de outubro, foi realizado no auditório da Rede Gazeta o seminário Infância e Consumo. O evento contou com a participação de figuras importantes do cenário local e nacional discutindo sobre a publicidade dirigida às crianças através de uma ótica judiciária, comunicacional e pisicológica.

Durante os três dias foram expostos problemas e malefícios gerados pela publicidade nas crianças como a obesidade, a erotização, o consumismo e os distúrbios alimentares.

As crianças brasileiras são as que mais assistem propaganda no mundo, cerca de 5 horas por dia, e nesse tempo estão sujeitas a qualquer tipo de programação, principalmente a publicidade. O grande problema é que com a falta de maturidade, elas ainda não diferenciam o real da fantasia e absorvem os modelos e valores que a tevê transmite, o que causa na nova geração o efeito “Barbie”, quando as meninas querem a qualquer custo se parecer com bonecas usando roupas curtas, saltos altos e maquiagem. Além disso, na busca de se parecerem com personalidades da TV que estão cada dia mais magros, as meninas adquirem distúrbios de saúde como a anorexia e a bulimia.

O objetivo da publicidade é persuadir, incitar o desejo e provocar a compra. No Brasil isto está sendo feito cada vez mais se dirigindo às crianças, já que elas correspondem a 80% da decisão de compra da família. Assim, são usados com frequência animações, atores mirins e linguagem infantil.

No Brasil ainda não existe, especificamente, nenhuma lei que trate da publicidade dirigida à criança. No Código de Defesa do Consumidor, o artigo 37 cita como sendo abusiva a propaganda que se aproveita da capacidade de julgamento e da falta de experiência dos menores. Mas, como foi discutido no seminário, o país ainda necessita de leis mais abrangentes para a proteção do público infanto-juvenil.

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No último dia, o professor Edgard Rebouças (Ufes) apresentou a importância dos observatórios na monitoração dos conteúdos midiáticos, inclusive aqueles direcionados às crianças. Ele também apresentou o Observatório da Mídia Regional, projeto implantado na Universidade, no curso de Comunicação Social, com o objetivo de realizar um acompanhamento sistemático da produção midiática com foco no respeito, promoção e proteção dos direitos humanos, civis, políticos, econômicos, sociais e culturais.

Alessandra Mariani Bicchi é estudante do 5º período do curso de Publicidade da Ufes e foi Assessora de RH e Qualidade na Ecos Jr.

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