-
Tecnologia a favor do Haiti
Todos já devem ter ouvido falar na tragédia que ocorreu em 12 de janeiro no Haiti.
Foram mais de 200 mil mortos pelo terremoto, além de um desastre imenso provocado na infra-estrutura do país. Agora o Haiti conta com iniciativas sociais de outros países para poder se reestruturar e lutar contra as doenças, a fome e até mesmo contra o alto índice de tráfico de crianças haitianas que foram separadas de suas famílias.
E realmente houve uma grande mobilização à favor do Haiti, por parte de países, instituições, comunidades religiosas, entre outros. Mas o que me chamou a atenção foi a participação de grandes empresas de tecnologia do mercado. Segundo o site do Estadão, o Banco Mundial está em parceria com diversas empresas com o intuito de mapear a destruição provocada pelo terremoto.
As empresas são Google, Yahoo, Nasa, Microsoft, ImageCAT e Earthquake Engineering Research Institute. A tecnologia utilizada permitiu analisar os danos causados sem ter de ir ao local, apenas com imagens fornecidas por aeronaves que sobrevoam o Haiti todos os dias.
Essa parceria fez com que o tempo previsto para avaliar o desastre fosse diminuído pela metade.
Achei muito interessante essa união de grandes empresas por uma causa humanitária. Afinal, é bom que a super tecnologia que existe hoje para suprir nossas necessidades e futilidades seja voltada para uma boa causa.
-
Recepção de calouros e trote
Sei que esse é um assunto polêmico, mas acho super válido colocar ele aqui para discussão e reflexão.
Ano novo, galera tensa pra saber se passou ou não no vestibular das universidades federais e, os “pós-calouros”, como são chamados os alunos que passam para o segundo período, já preparam a recepção, boas-vindas, e o trote dos futuros calouros.
Quando o aluno é aprovado é aquela felicidade. A família inteira faz uma festa e a ansiedade só aumenta quando vai chegando o primeiro dia de aula.
De acordo com as últimas manchetes a respeito da recepção de calouros nas universidades federais pelo Brasil afora, o trote tem sido violento e inconsequente. A brincadeira que serviria para integrar calouros e veteranos, deixar o clima mais descontraído, dar ao recém chegado as boas-vindas e apresentar-lhe o novo mundo da faculdade vem se tornando um pesadelo para pais e amigos dos recém-aprovados.
Refiro-me aqui às universidades federais porque é onde, geralmente, acontecem os trotes, mas as particulares não estão imunes de veteranos transtornados.
Não sou contra trote, muito pelo contrário, sou a favor das brincadeiras, gincanas, integração e trote solidário. Sou contra a violência e falta de noção. Colocar um colega de curso para beber álcool combustível?
Fica aqui o meu apelo aos alunos não só do meu curso, de Comunicação Social da Ufes, como a todos os veteranos e recém aprovados. Veteranos, façam brincadeiras, integrem os calouros, mas sem humilhação, vocês não são melhores do que eles em nada, os recebam bem. Calouros, respeitem seus veteranos, por serem seus veteranos. Não aceitem humilhação, você só vai ser humilhado se permitir. Entenda as brincadeiras e não as leve a mal. Caso se sentir ofendido, fale numa boa, sempre tem alguém que vai te ouvir. E se houver brincadeiras de mal gosto, denuncie.
Já fui caloura, e agora sou veterana, não aceitei humilhação e não humilhei ninguém. É uma via de mão dupla, conversa nunca matou ninguém.
-
Eis a questão: os jornais impressos vão morrer?
Sempre que um novo meio de comunicação aparece, automaticamente decreta-se o fim de um tipo de mídia anterior. Cronologicamente falando, foi assim quando surgiu a primeira ameaça, o rádio, logo depois a televisão, e por fim, a internet. E o questionamento que sempre acompanhou essas novas formas de fazer jornalismo foi: os jornais impressos sobreviverão em meio a essas novas mídias?
Há quem acredite que essas três formas de “mídias instantâneas” levam grande vantagem perante a mídia impressa, estática e imutável após sua finalização. Há também aqueles que acham que a questão é somente de uma diferença de leitores: o leitor de internet é muito mais seletivo e direto do que o leitor dos jornais impressos. Porém, manuseando fatos, não se pode mais negar que os jornais impressos estão, sim, ameaçados.
De acordo com dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC), caiu 6,9% a circulação somada dos 20 maiores jornais diários brasileiros em 2009 e apenas seis conseguiram melhorar seus desempenhos. Onze títulos viram seus números encolherem durante 2009, entre eles os maiores nomes do país, como O Dia (-31,7%), O Estado de S. Paulo (-13,5%), O Globo (-8,6%) e Folha de S. Paulo (-5%), que, figura na liderança com média diária de 295 mil exemplares.
O pouco que se tem a fazer para evitar maiores quedas é dividir públicos e direcionar informações. Os jornais não serão mais como conhecemos. Enquanto lemos na internet o que está acontecendo agora, nos jornais iremos ter um maior aprofundamento daquele conteúdo. Até porque na internet não há como disponibilizar textos com mais de 20 mil caracteres para que sejam lidos em um monitor. Logo, uma das melhores plataformas para isso são os jornais de papel e revistas. Mesmo tendo perspectivas ambientais bastante animadoras com os aparelhos como o Kindle, não há como prever uma proliferação de dispositivos desse tipo para todos os leitores – pelo menos não no Brasil.
Portanto, o que funcionaria neste caso seria manter uma redação inteira voltada para a internet e as notícias imediatas e outra voltada às grandes reportagens. Assim, o leitor do jornal impresso não sai prejudicado em termos de completude da informação e quem já soube do primeiro fato pela internet pode aprofundar seus conhecimentos.
-
Ciberativismo e Eleições
Essa semana falarei sobre como o ciberativismo poderá afetar as eleições presidenciais no Brasil. Como já vimos há alguns meses, o ciberativismo, por meio de smart mobs, promoveu no Twitter uma campanha pela democracia no Irã, após as fraudulentas eleições que ocorreram no país de governo totalitarista. O recente conflito pós-eleições no Irã é um exemplo de como as mídias sociais podem ser usadas como ferramentas para driblar a censura de regimes autoritários.
Certo, mas o que de fato isso influenciou?
A campanha global via Twitter e outras mídias sociais, mobilizou uma quantidade enorme de pessoas, e principalmente, deu uma visibilidade global à causa. De certa forma, informou a situação Iraniana a todos os cantos do mundo e, de forma simples e eficiente, se tornou um movimento, que podemos caracterizar de “pacifista”, contra as fraudes na eleição.
Aqui no Brasil esse mesmo ciberativismo pode ser usado a favor dos políticos, seja na forma que foi usada nas eleições do Irã ou para fazer uma simples propaganda política. Arrisco dizer que, durante as eleições, haverá pessoas incluindo símbolos e cores de seus partidos em seus avatares. E, muito provavelmente, haverá propaganda de “guerrilha”. Entre os partidos, além de debates e bate-bocas com os candidatos via Twitter e outras mídias, teremos que agüentar uma enxurrada de propagandas inúteis.
Essa enxurrada nos meios eletrônicos de chama flood.
Um dos meios mais eficazes de propaganda via mídias sociais – embora também seja um dos mais controversos – é o flood.
O flood consiste em mensagens repetitivas com intervalos de poucos minutos cada uma, gerando assim, uma exposição praticamente constante à informação que deseja ser passada. Porém, isso gera uma super exposição das pessoas à mensagem, passando a associar a pessoa ou o partido que se utiliza dessa prática, a algo desfavorável e, muitas vezes, desagradável.
Para mais informações sobre o assunto de Ciberativismo nas Eleições do Irã leiam esse artigo de alunos da PUCRS.
Até a Proxima!
-
Em ritmo de férias
Umas animações muito criativas. Talvez para alguns pareçam um pouco velhas, como nunca tinha visto achei legal compartilhar.
Divirtam-se:
@marcellemar, com contribuição de @fraanmilk -
Uma breve apresentação e a volta do ICQ
Não sei se é necessário me apresentar, uma vez que meu perfil vai aparecer em algum lugar ali embaixo. Mas é interessante avisar duas coisas:
1) O Mário me chamou para escrever sobre comunicação.
2) Comunicação envolve muitas coisas.
Fiquei pensando por uns dias, tentando definir um tema dentro da Comunicação que fosse relevante para quem acompanha o site da Ecos. Mas como eu disse, são muitas coisas e a tarefa não é fácil. Buscando a tal facilidade (porque às vezes eu sou preguiçosa), fui para o caminho mais óbvio: minha iniciação científica, cuja pesquisa aborda a blogosfera no Brasil.
Daí foi só unir o útil ao agradável – essa parte fica por conta do meu gosto por futucar sites e blogs legais (que chegam a mim principalmente via twitter) em troca de nada mesmo. Então, resumindo, vou tentar compartilhar com vocês o que eu achar de legal por aí nessa internet que eu tanto adoro e que, claro, tenha comunicação no meio.
Para começar, algo que acabaram de twittar e fui correndo saber o que era. Saiu o novo ICQ, que tenta ressurgir das cinzas – pelo menos aqui no Brasil – oferecendo integração com Facebook, Twitter, Youtube e Flickr. Para relembrar os velhos tempos pós mIRC e pré MSN, baixei o novo ICQ para testá-lo. Deu 10 minutos, e já me estressei com os velhos problemas – como falha nas mensagens enviadas por exemplo. As únicas diferenças que eu vi do ICQ de 8 anos atrás para agora foram o visual e algumas ferramentas que tentam deixar o programa mais moderno.

Mas se você acha que vale a pena fazer uma avaliação, é só fazer o download no site clicando aqui.
colaboradores blogosfera, blogs, comunicação, facebook, flickr, icq, mario, mirc, msn, sites, Twitter, youtube -
Cinemateca Brasileira
Nessas férias tive a oportunidade de visitar, junto ao meu pai, a Cinemateca brasileira, acompanhada por Rafael Carvalho, do núcleo de programação. Imaginem que o prédio era um matadouro construído em 1887, onde trens passavam por esses galpões para buscar as peças de carne que abasteciam a cidade. Hoje o prédio foi preservado e abriga o maior acervo de imagens em movimento da América Latina. Rafael até brinca ao dizer que boatos circulam pelos seguranças noturnos que dizem escutar ainda hoje os gritos dos bois. Mas verdade seja dita, a cinemateca é um lugar de ótima receptividade para os admiradores da sétima arte.
Assim que cheguei, conheci a biblioteca de lá, com certeza um ninho de livros que fazem feliz qualquer pesquisa relacionada a cinema. Na mesa de um bibliotecário, estavam algumas versões originais da revista Cinearte, as quais ele cuidadosamente catalogava. Revistas editadas no Rio de Janeiro, que circularam entre as décadas de 1920 e 1950. A digitalização está disponível no site da Biblioteca Jenny Klabin Segall e “preserva a coleção original divulgando o conteúdo tanto para pesquisadores acadêmicos, como para o público leigo”, afirma Cecilia Soubhia, coordenadora do projeto.
Fiquei sabendo também que a cinemateca conta com um acervo de 8.700 cartazes de filmes originais, onde 2 mil desses já foram digitalizados e estão disponíveis para visualização no site da Ciemateca. Quando lá, é só clicar em “documentação” onde aparece um texto. Depois clicar em “coleção de cartazes”, um link que está no segundo parágrafo do texto. Daí é só viajar nas buscas.
Um cartaz interessante é esse do filme “O assalto ao trem pagador” da autoria de Ziraldo. “Exímio desenhista, Ziraldo também soube projetar peças que buscavam outros caminhos para o discurso gráfico. Nesse caso, ele lança mão da visualidade dos jornais populares, dos quais se dizia que ‘se espremermos, sai sangue’. A partir dessa referência, constrói um cartaz capaz de atrair desde o intelectual até o próprio leitor dos jornais sangrentos”, diz Chico Homem de Melo, no livro “O Design Gráfico Brasileiro, anos 60”.No dia da visita, 13 de janeiro, começava a programação 2010 da cinemateca: “Verão de Clássicos”. O filme que estava sendo exibido era “Vento e Areia”, de Victor Sjöström, do ano de 1928. Portanto, cinema mudo e bem mudo, pois a sessão não contava com aquela trilha sonora de piano ao fundo. Percebi um grande estranhamento em mim assim que sentei para assistir a um fragmento do filme. É interessante perceber como a atuação é tão diferente da de hoje, muito mais dramática e enfatizada. O tempo também era outro, cenas mais longas, para que consigamos captar o que o personagem, incapaz de dizer, está sentindo.
-
Política em 140 caracteres.
Sendo este o primeiro post que faço em colaboração com a Ecos Jr, vou me apresentar e falar um pouco sobre o que vocês me verão escrever por aqui.
Primeiramente, meu profile está ali. Meu nome vocês sabem e curso o segundo período de Comunicação Social na Ufes. Fui convidado pelo Mario Zuany, o atual Presidente da Ecos Jr ou Presidecos, como costumamos brincar, embora acho que ele saiba disso.
A partir do convite feito, me comprometi a lhes fornecer dois textos mensais nos dias 13 e 27 de cada mês, abordando geralmente a política nas mídias sociais. Esse assunto é bastante abrangente, indo de declarações feitas sobre o assunto pelos mais variados políticos à importância das novas mídias nas campanhas eleitorais, aquelas que ocorreram e que vão ocorrer aqui no Brasil e no mundo. Ler o resto do post »
-
O ano do marketing andróide: 2010
O ano novo começou em plena sexta-feira, num país que só começa a funcionar depois do carnaval. Teremos eleições, copa do mundo e um boom do marketing digital.
O Prof. Doutor Marcos Cortez, da USP, disse que o marketing vai sair fortalecido da crise financeira mundial, por ser o único segmento que promove o aumento de vendas. Segundo ele, muitas empresas ainda despejam seus produtos sobre os consumidores sem criar mercados, ou seja, sem um plano de marketing para alcançar os resultados desejados, mas que muitas delas aproveitaram o fim da crise para reinvestir em suas estratégias.
Uma das tendências de marketing que vai permanecer em 2010 é o marketing de relacionamento e outra que promete se expandir ainda mais é a das novas mídias, criando assim um novo segmento: o relacionamento andróide. Este tipo de ação já ocorre há alguns anos, mas em 2010 se afirmará como a estratégia de marketing mais utilizada. Neste tipo de relacionamento, a empresa utiliza as novas mídias para conhecer o cliente e este tem, na maioria dos casos, o mesmo poder de resposta da instituição, criando uma rede one-to-one. Por se tratar de um contato humanizado, mas feito através da rede, chama-se relacionamento andróide.
Há quem aposte no ápice das mídias sócias em detrimento do uso do e-mail, mas a verdade é que a convergência de logins numa plataforma centralizada é uma aposta mais concreta, bem como a expansão do uso de iPhone e de smartphone com sistemas operacionais abertos.
Assim, as empresas estão cada vez mais valorizando a possibilidade de proximidade com o cliente que esse cenário digital permite e claro, seguindo as normas aprovadas em 2009 de conduta de vendas diretas na hipermídia para livrar-se da imagem de spam inconveniente.
-
10 coisas que todo jornalista deve saber em 2010
Lendo coisas na internet nos últimos dias me deparei com: 10 coisas que todo jornalista deve saber em 2010, em Journalism.co.uk. Eu como boa aspirante da profissão, resolvi encarar a leitura e deixo aqui os “conselhos” para todos os outros futuros jornalistas de plantão:
1) Como monitorar o Twitter e outras redes sociais para saber as últimas notícias ou conversas em geral na sua área utilizando ferramentas como o TweetDeck. Entenda e use #hashtags.
2) Você está no controle: não seja escravo da tecnologia, torne-a sua escrava. Você precisa desenvolver estratégias para lidar com a sobrecarga de informação: filtro, filtro, filtro!
3) Você é um curador! Gostando disso ou não, parte da sua função será agregar conteúdo. Você terá que recolher, interpretar e arquivar material da internet usando ferramentas como Publish2, Delicious e StumbleUpon. Como o Publish2 coloca: “Ajuda seus leitores a obter notícias de mídias sociais. Mais sinal. Menos ruído”.
4) Criar comunidades e manter a sua atenção estará cada vez mais para baixo nos esforços dos jornalistas. Você já não é capaz de confiar na marca do empregador para atrair a lealdade do leitor num mundo de inconstante e rápida mutação como o online.
5) Competências básicas jornalísticas ainda são essenciais (Ainda bem! Um ponto para os com diploma). Você pode adquirir tantas habilidades multimídias e de programação quanto você quiser. Mas se você não conseguir contar uma história de forma precisa e convincente, ninguém vai querer consumir seu conteúdo.
6) O jornalismo precisa de um modelo de negócios. A realidade da maioria dos jornalistas é que eles não podem existir mais num vácuo, como se o que eles fazem é alguma coisa desconexa da empresa que paga seus salários. Isso não significa comprometer a integridade jornalística ou se transformar em empresário individual, mas sim, significa compreender o negócio que está em jogo e fazê-lo avançar.
7) Você é sua própria marca. Você precisa se construir como uma pessoa online: assim você ganha uma reputação confiável e lhe é permitido construir boas relações com seus leitores e contatos. Maneira óbvia de fazer isso: Twitter, Facebook, blogs pessoais. Mas você pode também fazer uma reputação compartilhando o que você está lendo, utilizando sites como Publish2 e o Delicious.
8) Você precisa colaborar! Mashable sugere sete maneiras de organização de notícias que poderia se tornar mais colaborativo fora de sua própria organização. Mas isso também pode significar trabalhar com outros jornalistas em sua própria organização. Aprender e compartilhar novas ideias.
9) Histórias não têm que acabar uma vez que são publicadas online. Não tenha medo de revisar e desenvolver uma história na internet, mas faça isso de forma transparente: mostre as revisões. E não enterre erros. A pressão para publicar rapidamente pode levar a erros, mas se você admiti-los com honestidade e franqueza você só pode ganhar o respeito dos seus leitores.
10) A tecnologia é inevitável. Mas não há nada a temer e qualquer pessoa, de qualquer idade, pode dominar o básico. Se você não fizer nada mais, crie um blog WordPress e experimente modelos e plugins diferentes. Eu prometo que você vai se surpreender com o que você pode conseguir e o que pode aprender no processo.
Férias é uma boa hora pra começar a tentar se enquadrar nesse perfil. Então, mãos à obra!

